Brincando de contar carneirinhos, brincando de ser criança...
brincando ia levando a vida até eu brincar de te olhar nos olhos.
Olhei e vi me refletida neles, vi uma menina que negou pra si mesma o tal sentimento, até o tanto que pode. Não seria de uma toda mentira dizer que brinquei de te matar, que espanquei mentalmente suas brincadeiras machistas.
Nem percebi quando começou, só me dei conta de onde já tinha chegado,
quando sua voz, seus gestos, você estava dentro de mim. Depois no florescer das idéias. Rodei e rodei numa ciranda de emoções que me confundia cada vez mais, as vezes nem sentia meus pés, mas bem sentia minha respiração ofegante. Dentre tantas essa é a melhor das brincadeiras dos deuses, Eros não poderia ter me visitado em melhor hora. Madrugada de portões abertos e corações na mão.
O cheiro que vicia, que atrai o sexo oposto como um animal em sua caça sexual, emanava de seu corpo, de seu hálito. Hoje já não brinco como antigamente, tenho mais leveza, mais sorriso pro ar, é eu já aprendi brincar de te amar.